domingo, 8 de agosto de 2010

and so it is

Nunca pensei que sentiria tanta saudade. Dos amigos, colegas, besteiras. Rir de tudo, de nada. Uma nova piada velha. Momentos compartilhados... E até das brigas e desentendimentos.
Sinto saudade até quando estou perto e eles, presentes.
Há mais saudade em mim do que jamais poderia imaginar.
É como uma onda. Uma frequência. Troca de oscilações.
E o tempo que leva até passar por um ciclo completo é devastador. Ou pelo menos é o que você sente.
E você espera.

E isso não ocorre só no "sólido", na presença.
Arrasta e arrebata cada partícula da sua mente.
Sorte de hoje: Há sempre uma interferência.
Duas ondas já são o bastante, e se forem duas, elas se somam.
O máximo que podem fazer é se encontrar. Não podem voltar atrás, não podem recuperar o tempo, as "àguas passadas".
E continua assim.
A única coisa que posso esperar é ter uma interferência construtiva.

Sentir saudade e não fazer nada para matá-la não é nada mais que uma perturbação causada.
E essa onda não carrega nada mais do que sentimentos. Angústia.

Um tsunami.

Saudade é como uma onda mecânica; precisa de um meio material para se propagar.
E maldito seja o corpo hospedeiro.
Espero que não seja o meu. Não mais.
Chega de sofrer por antecipação.

~
Nota: não gostei muito, mas ok.
É só um depósito de idéias mesmo.

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