ele é como um radio fora de sintonia. e quem há de sintonizar?
minhas pilhas acabaram e a eletricidade ainda não voltou.
o que nos resta é esperar... esperar.
e esperando assim, sei que pode nunca vir, mas não tenho pressa.
uma data que inicia inclui também uma pra acabar, e a dele já se esgotou.
estava previsto, pré-determinado. então ele pega um cigarro e se deita.
a sua fumaça rodopia formando desenhos no ar...
e o que restará será isso: apenas fumaça. apenas nada.
se esvaindo, indo embora....
e eu sei o que há de errado, e eu sei sentir. só não sei dizer.
um estranho impar, um zero a esquerda. um ser que não é.
sorrir para viver, é fingir.
sexta-feira, 19 de março de 2010
mais nada
ninguém nunca precisou tanto de um mundo novo
pessoas interessantes pra contar suas coisas felizes...
suas coisas tristes, suas coisas...
coisas.
pessoas interessantes pra contar suas coisas felizes...
suas coisas tristes, suas coisas...
coisas.
quarta-feira, 3 de março de 2010
tudo que vai
Gosto de frio, de garoa.
Desse chove-não-molha que me trás uma paz de espirito impressionante.
Coisas simples como sentir o vento no rosto e ouvir alguma música boa podem causar...
Tudo isso com algumas gotículas de chuva no ar.
"Outubro de novecentos principiara.
Uma tarde, no Bulevar des Capucines, alguém de súbito me gritou, batendo-me no ombro.
- Ora, até que enfim! Andava exatamente a sua procura.
- Ótimo! Até logo... Primeira em abril. Última recita de assinatura.
Preciso fechar a minha estação com chave de ouro..."
Desse chove-não-molha que me trás uma paz de espirito impressionante.
Coisas simples como sentir o vento no rosto e ouvir alguma música boa podem causar...
Tudo isso com algumas gotículas de chuva no ar.
"Outubro de novecentos principiara.
Uma tarde, no Bulevar des Capucines, alguém de súbito me gritou, batendo-me no ombro.
- Ora, até que enfim! Andava exatamente a sua procura.
- Ótimo! Até logo... Primeira em abril. Última recita de assinatura.
Preciso fechar a minha estação com chave de ouro..."
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