terça-feira, 27 de abril de 2010

um minuto

Ela fitava o azul... sozinha.
Burrice Ironia do
destino achar que algum dia seria diferente.
Alguns reclamavam que não falava, do modo que agia...
Acho que agora ela tinha uma ideia do motivo, que poderia ser resumido numa frase: tudo que falar fizer pensar sentir ousar tentar será usado contra você no tribunal.

Cada um sabe o quanto já sofreu para estar anestesiado com a dor. Mas isso não lhe dá direito de despeja-la em ninguém. Ninguém.
Por isso precisamos ocupar nossa mente com coisas boas... o cerébro é uma antena parabólica, se ele captar algo ruim num momento ruim já era.
E essa morte constante das coisas simples é o que mais dói.

domingo, 25 de abril de 2010

pulso ainda pulsa

Odeio quando tentam entender. Decifrar, desmarcarar.
Interpretar um poema, poesia, livro...
Como vou saber no que estava pensando, o que estava sentindo, como estava o autor?
Isso é um erro. Estão prostituindo as pessoas sem que elas percebam, sem que saibam.
Podemos tentar ter uma ideia do que se trata, achar que sabemos... E o que realmente é pode ser totalmente o contrário, ou nada disso.
Pra você significa algo, pro autor outro. Pros que tentam entender: algo ilusório.

Mas pra quê reclamar? Não tenho do quê, nunca tive. E não quero começar agora.
Simplesmente ignorei. Simplesmente vou continuar a ignorar.


Juras de amor, meias verdades... Minhas ideias estão confusas, preciso recuperar a linha de raciocinio.

Away!

domingo, 18 de abril de 2010

there's no love

Não falo igual todo mundo, não escrevo igual todo mundo, não me relaciono igual todos os demais.
As pessoas distorcem as coisas, arruinam tudo.
Quanto mais explícito, de mais fácil entendimento... melhor.
Quanto mais gente souber, melhor ainda! Por isso o ser humano gosta tanto de utilizar seu precioso dom da fala, que o difere de todos os outros seres.
Pra mim as coisas são mais implícitas, mais acanhadas, recaltadas, talvez até subjetivas.
Tudo é sobreposto tão facilmente e acho que me adequei a isso.
Algo explicado
mesmo que numa só palavra encerrando assim todos os elementos, já basta.
Não é necessário explicar duas, três, quatro vezes. Desenhar, articular. Sucumbir o assunto é bem melhor do que corroer o cerébro (mesmo não entendendo nada do que foi explicado). Muita complicação por pouca coisa, desnecessário.
Acho que por isso as coisas sempre foram meio superficiais pra mim. Tudo pela metade, nada completo.
Por isso sempre aceitei tão facilmente as mentiras, as histórias mal contadas...
Por isso nunca me importei na minha incapacidade de lembrar das coisas. Acho que minha falta de memória funciona como uma borracha para meu entendimento precoce das coisas...
Funciona pra me ajudar. Mágoa, ódio, rancor... Não consigo guardar, por mais que tente.
Seria isso um erro, um bem, uma jogada inteligente que nao fui eu que "joguei"?
Acho que analisando meus sentimnetos posso ver claramente que consigo me desprender tão rapidamente das pessoas quanto demorei pra cativa-las.
Não é questao de precisar delas, é questão de praticidade. Comodidade. MEU bem-estar.
Hipócrita é quem não aceita a vaga ideia de que 'usamos as pessoas. as tenho por perto enquanto são necessárias. se voce não é mais útil, não preciso mais de você. passar bem.' As vezes é, as vezes não é.
Desnecessário pra mim é manter pessoas próximas que não vão lher acrescentar em nada. Absolutamente nada.
Somente para não se sentir sozinho. Pra completar sua solidão. Pra se manter seguro, protegido. Doce ilusão.
Onde estarão esse tipo de gente quando você precisar delas? Pois é.

De repente você conhece uma pessoa que muda seus conceitos. E você passa a precisar dela. Isso é cruel.
Ela te passa as ideias e faz você acreditar nelas e até aceita-las.

Mas a diferença é grande.
Falar pra mim sempre foi desnecessário. Sempre vivi bem só comigo.
Nãoo entendo mesmo a incapacidade das pessoas em viver só.

é tão mais fácil, é tão mais útil. Prático. Estável. E só.
Literalmente: Só.

ps: Sabe qual a grande verdade?
É medo. Medo de querer algo e fracassar. Essa ideia me assusta e persegue desde... sempre.
Então prefiro nem tentar. E continuar não tentando.
Confessar, que pra mim, alguém é uma pessoa admiravel, e merece todas as boas venturas do mundo é algo detestável.
Abaixo o meu orgulho e egoísmo. Obrigada.


contra ps: Juro que estou trabalhando para mudar isso. Prometo pela mãe de alguém atrás da porta com uma faca nas costas que irei conseguir.

"Don't feel sorry for me. I feel nothing."

sábado, 17 de abril de 2010

dois lados

Hoje vi uma árvore envergada e de repente me vi refletida, como num espelho.

Estranha semelhança.


A árvore...

Tentou crescer mas do que podia, caiu.
Tentou chegar mais alto do que foi designada.
Tentou alcançar coisas que não estava ao seu alcance.
Tentou se superar e não chegou a lugar algum, fracassou.
A seus olhos e aos olhos criticos dos outros era mais uma almejando.
Tudo que ela queria era "seu lugar ao sol"...

Quando olho pro passado vejo indicios de uma infância feliz. meio distorcida, embaçada, apagada... Porém feliz.
No presente vejo tudo que antes eu queria conquistar mas que com o passar do tempo apenas desejei, apenas vivi.
Dia após dia. E nada foi feito.
E o pior de tudo é olhar para o futuro e ver que os dias serão iguais. Que daqui um ano você irá querer muito algo, irá ansiar por isso.
Um ano se passou: Nada.
Você continua na mesma. Apenas desejando. Apenas querendo. Apenas vivendo sem nenhum sentido especial, como todos os outros.
Isso não é suficiente...
Não para mim.

E daqui a um ano, a mesma árvore envergada, continuará lá em pé. Talvez até mais envergada. Poderá até ter lá sua beleza... E cativar, e ser elogiada, aclamada. Mas não foi designada para o que almeja. É como tentar colocar uma luva de cinco dedos num pé de pato.

É quando surge aquela sensação e abandono e, ao mesmo tempo, de apreensão.
Êxtase e angústia.

E agora?

domingo, 11 de abril de 2010

feeling

falava com a mesma tristeza que expressava em seus olhos
já não era mais a mesma.


"Fine, Fine, I never want to be alone"