ele é como um radio fora de sintonia. e quem há de sintonizar?
minhas pilhas acabaram e a eletricidade ainda não voltou.
o que nos resta é esperar... esperar.
e esperando assim, sei que pode nunca vir, mas não tenho pressa.
uma data que inicia inclui também uma pra acabar, e a dele já se esgotou.
estava previsto, pré-determinado. então ele pega um cigarro e se deita.
a sua fumaça rodopia formando desenhos no ar...
e o que restará será isso: apenas fumaça. apenas nada.
se esvaindo, indo embora....
e eu sei o que há de errado, e eu sei sentir. só não sei dizer.
um estranho impar, um zero a esquerda. um ser que não é.
sorrir para viver, é fingir.
sexta-feira, 19 de março de 2010
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